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Ainda

A área tecnológica – e o mobile não é excepção – tem sido acusada não raras vezes de ser dominada pelo sexo masculino. A engenheira informática e/ou a programadora ainda não domina os estúdios e agências de desenvolvimento. Ainda.

Ainda há poucos dias lia um artigo onde um conhecido professor universitário – e futuro candidato presidencial? – louvava as suas alunas e ex-alunas. Dizia este que cada vez mais é no sexo feminino que se concentram as melhores notas.

Há também pouco tempo tive ainda a oportunidade de ler um artigo que mostrava o crescimento exponencial que o sexo feminino tinha na indústria do gaming, um sector sempre mais dado à testosterona que por exemplo o topo hierárquico das empresas tecnológicas onde o sexo feminino já se encontra mais representado que na Assembleia da República.

Ainda assim, olha-se para o que é o panorama dos wearables e tirando a óbvia declinação na cor parece-me que se esquece quem são as rainhas dos acessórios. Quase todos estes conectáveis são versão unissexo, one size tis all quando, por quase todas as razões as senhoras seriam o grande mercado desta nova parafernália de penduricalhos. Junte-se à necessidade intrínseca do uso de acessórios, à moda do fitness e a todas as valências e funcionalidades a serem disponibilizadas no área do e-health e apanham quase todas as meninas com idade para ler o Tintin.

Importante desenvolvimento este mês também trouxe-nos o Facebook mobile com os Instant Articles. A publicação digital continua sem dar certezas de rumo aos editores. Seja o modelo de negócio, seja a forma como o utilizador consome a informação tudo continua em aberto cinco ou seis anos depois do tema se ter tornado tema com a massificação do (consumo) mobile. O Facebook Instant articles não serve para ser um curador mas dá aos editores a possibilidade de vender a marca ao mesmo tempo que apresenta as notícias de forma instantânea e num formato clean, de leitura fácil nestes dispositivos. Algo em que a imprensa digital portuguesa é fértil em exasperar. Tomo como exemplos a versão mobile e web do semanário Sol ou os inúmeros sabores dispersos pela web do “quer a versão mobile ou desktop?”. Quero mesmo é algo que funcione bem no meu telemóvel e me permita consumir as notícias. Se assim não for o futuro dos conteúdos pode bem estar no Facebook.

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