Plim, plim…

…fazem as moedas e cair no mealheiro. Em tempos de escassez pode-se afirmar que, ou não há moedinhas para guardar ou já não se usam mealheiros. Pelo menos os dos porquinhos.

Quem segue com regularidade esta coluna é capaz de já estar alertado para a facilidade com que acredito que a tecnologia entra nas nossas vidas ao mesmo ritmo. Para que não segue fica a confissão: raramente acerto. Nem se trata de ser otimista por natureza. É mais o desejo de ver as coisas acontecerem.

Há mais de um ano que falo nos pagamentos móveis neste espaço. Fosse NFC ou qualquer outra tecnologia utilizada já era tempo de termos algo mais que meros testes conduzidos por universidades, empresas tecnológicas e emissores de cartões ou todos estes juntos ao mesmo tempo em iniciativas improfícuas. Há já algum tempo que a banca e os bancos adotaram aplicações nativas para as diversas plataformas móveis e os pagamentos de serviços, transferências e outras operações bancárias nos smartphones são já operações rotineiras para alguns de nós.

Apesar de estar consciente da necessidade das soluções de pagamentos estarem revestidas de um conjunto de interesses e stakeholders que dificilmente se conjugam (já não mencionando a primordial questão da segurança) tem-me custado particularmente que não tenham surgido soluções em Portugal de carteiras virtuais.

É por isso com agrado que vejo chegar o serviço Caixa PLIM. Para os amigos PLIM, a app PLIM. Porque apesar de tudo (bem vinda seja mais uma vez) a app deste novo serviço da CGD é “apenas” para os clientes do banco. E que serve apenas para pequenas transferências entre contas e não para pagamentos. Mas é um princípio. É o indício que há alguém a fazer alguma coisa. Espanta-me até que tenha vindo de um banco a quem se associa algum acomodamento tecnológico e não de um banco fortemente comercial. Bem hajam por isso.

Já sabe se é cliente da CGD e foi almoçar com os seus amigos, partilhar a conta é agora mais fácil. Se os seus amigos não tiveram conta na Caixa vai-lhes ficar a dever dinheiro na mesma (ou alguém não lhe vai pagar) até que os outros bancos e a SIBS se decidam a fazer uma aplicação que permita a todos transferências em tempo real.

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