O que é feito da outrora Hollywood?

A vida de artista não é fácil. Toda a gente o sabe. Vamos do cinema e teatro, à música, à dança e até mesmo ao artista do futebol e percebe-se que só a “crème de lá crème” recebe cacau que se veja.

Recuemos década e meia atrás.  A música já estava num formato digital em forma de CD e já se ripava música deste formato para o PC. Em 1999 Sean Parker colocou o Napster a fazer a partilha de ficheiros digitais, maioritariamente música e colocou os artistas de cabelo em pé. Os que ainda não o tinham. O Napster é obrigado a fechar em 2001 mas a caixa de Pandora tinha sido aberta e havia pouco a fazer. O P2P tinha chegado para ficar. Nesse mesmo ano é lançado o primeiro iPod e estava completa a primeira revolução na indústria da distribuição musical. Ao artista não bastava agora lançar um bom disco, ter um marketing eficiente e de quando em vez ir fazer uns concertos a Londres ou Nova York. Ganharam os locais mais recônditos onde a partir daí começaram a chegar concertos de todo o tipo. Já nesta década, o negócio volta a sofrer nova reviravolta com os serviços de streaming mas o “mal” já tinha sido criado com o .mp3 já lá muito atrás.

Voltemo-nos para o vídeo. Em 2005 nasce o YouTube. A largura de banda era ainda parca mas estava a chegar a quinta geração do iPod que já trazia a possibilidade de armazenar e ler vídeo. Adquirido pela Google em 2006 o YouTube não fez pela indústria cinematográfica o que o Napster fez com a música mas já só esperava pela largura de banda. Era uma questão de tempo. Tempo esse que se encarregou de fazer passar as grandes estrelas de Hollywood do grande para o pequeno ecrã. A criação de conteúdos por serviços de streaming como o Netflix, Hulu, Amazon e outros levou-nos ao atual frenesim de séries e temporadas.

À estrela de Hollywood já não basta ser figura de cartaz no blockbuster. Isso está reservado á tal “crème de lá crème”.

Agora o que começa a ser transversal a todos os artistas, sejam eles músicos, atores ou celebridades é passar o seu persona para uma aplicação mobile e, ultimamente para um jogo. E o mesmo se passa com os filmes e as séries. Se o Schwarzenegger está no Mobile Strike e os zombies do Walking Dead são anunciados no intervalo da série, um frenesim maior foi o lançamento dos Emojis da Kim Kardashian. Podendo classifica-la apenas com celebridade não a impediu de afirmar na sua conta do Twitter que o lançamento dos emojis com o seu rabo, a cinta de treino ou a barriga de grávida rebentaram com a App Store, tal o fluxo de gente interessada em comprar os seus bonecos por 2 dólares. Isto depois de em apenas um ano o jogo Kim Kardashian: Hollywood ter faturado cerca de 100 milhões de euros. Leu bem, 100M€ que equivalem mais coisa menos coisa ao cachet de 5 filmes de atores no Top 5 de Hollywood.

Que esperava então do mobile gaming em 2016?Ora assente: naturalmente as irmãs de Kim, Kendall & Kylie Jenner mas também Nicki Minaj, Kate Perry, Britney Spears, Demi Lovato e até Jason Statham segue as pegadas de Schwarzenegger.

Alguém por aí com o número da Daniela Ruah ou do Joaquim de Almeida?

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