LiveStrong

Pela sua saúde…só foi apanhado desprevenido se quis. O apelido aponta-lhe como fortes os braços mas a disciplina do – caído em desgraça – atleta faz maioritariamente uso da pernas. Quando caiu o mito Armstrong dei comigo a pensar na pureza do desporto, de como a alta competição pode ser tão contraditória à essência deste e até de como nos pode “fazer mal à saúde”.

Daí o “deverá consultar um médico antes de” e as declarações de responsabilidade que os ginásios o obrigam assinar. Não está livre que lhe aconteça alguma. No desporto os smartphones através de apps como o RunKeeper ou o Endomondo – para lembrar algumas das mais conhecidas – fazem uso dos chips GPS, acelerómetros e demais parafernália para nos fornecer, em tempo real informação do nosso corpo. Essa informação consultamo-la e consumimo-la para uso pessoal. Para nosso prazer, controle, motivação, desafio ou partilha com amigos.

É no entanto na Saúde e nas áreas de diagnóstico, prevenção e controle de doenças que estas soluções mais me fascinam. São já tantas e tão variadas as suas aplicações que terias de as abordar em fascículos e não em coluna.

Uma das que considero crucias são os chamados PHR’s – sigla para Personal Health Record ou o seu historial clínico (HC). Já temos a nossa vida inteira dentro do nosso smartphones mas a nossa história clínica continua envolta na bruma da desconfiança. É informação sensível e privada? É. Talvez a mais privada mas os benefícios do acesso a este historial por profissionais autorizados pode-lhe salvar a vida.

Dois exemplos rápidos. A LifeSquare é um programa em teste na Califórnia onde após fazer o seu registo e preencher o seu HC é gerado um código QR que pode ser decifrado por uma app nos smartphones de paramédicos ou dos médicos nas urgências dos hospitais. Uma outra mais simples mas igualmente interessante e que tem a ver com o tema que iniciei a coluna: o ano passado tentámos trazer para uma prova portuguesa de atletismo algo que tínhamos visto em São Francisco. A aplicação permitia aos profissionais de saúde que acompanhavam a prova que através do número do dorsal acedessem a informação de saúde que o atleta considerasse relevante em caso de acidente. Privada? Claro que sim mas se lhe salvar a vida…

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