Fu**Keeper

Não passou muito tempo desde que o receio de introduzir os dados de um cartão de crédito num computador era generalizado mas nos dias de correm damo-los de barato porque, em última instância e pela mais nobre das possíveis intenções , através deles conseguimos perceber melhor o que fazemos e o que(m) somos? Falo das apps que utilizam os diversos sensores que equipam o seu telemóvel para recolher dados sobre si. E já não é só a sua localização.

É certo que existem um já enormíssimo número de aplicações de cariz nobre, mesmo científico que utilizam estes sensores dos smartphones e que até podem salvar vidas. Das que permitem monitorizar o seu ritmo cardíaco, verificar a sua tensão, calcular a sua acuidade visual ou até fazer-lhe um teste de urina. A comunidade científica e a medicina em particular tem brindado o utilizador com uma panóplia de engenhocas que, ligadas ao seu smartphone, lhe permitem quase ter um pequeno consultório em casa.

Outras – atrever-me-ia a dizer a maioria – querem é galhofa. São de lazer, de partilhar, de dar a conhecer ao mundo…quantos quilómetros corri este mês diz-me o Runkeeper ou o Nike+; O Spleep Cycle recolhe informação do meus ciclos de sono e de quando em vez faço check-in e jogo no FourSquare a minha localização? Não é brasileirismo, é jogo mesmo. Porque é que quero ser o mayor da pastelaria da esquina? E o Cities I’ve Visited no Facebook. É para memória futura ou gostamos mesmo de expor (partilhar?) as nossas “conquistas”.

Uma destas apps fez parangonas há uns meses atrás quando foi vendida ao Facebook por mil milhões de dólares: o InstaGram. Na altura pensei e escrevi aqui que era mais Instagrana. Não fui só eu. Desde o Instagram surgiram dezenas de Instas. Vai desde o InstaWeather – tão bem que se esta na praia enquanto vocês trabalham – até ao InstaFood – tão bem que se come aqui enquanto abres a lata de cavalas (bem bom por sinal). Só faltava o InstaF** ou o Fu*keeper. Pois não falta nada. Não é um Insta mas é a mistura entre algo do género Runkeeper – quanto corre, a que velocidade corre, quantas vezes corre por mês mas…na versão “está-se bem é na caminha”. Este Spreedsheets – disponível para já só na versão iPhone – dá-lhe as estatísticas completas do rendimento do casal no vale dos lençóis. Quanto tempo durou, quantas estocadas deu (desconhecia a expressão inglesa “thrusts”e o tradutor Google deu-me esta :) ou até mesmo dos decibéis que atingiu no “ahhhhhhhhh”, além de outras estatísticas que podem ser de interesse ao casal.

Voltemos à razão de usar estas apps: Está a atingir os seus objetivos? Vai partilhar os seus resultados? Pelo menos vai dormir melhor. Ou não…mas para isso tem o Sleep Cycle.

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