As quatro premissas dos pagamentos móveis

Não há volta a dar. O seu telemóvel está fadado em transformar-se, também, na sua carteira. Segundo a consultora Juniper esta área de negócio valerá em 2015 cerca de 700 mil milhões de dólares.

Há já algum tempo que se fala da massificação dos pagamentos mobile, das carteiras digitais mas os conceitos teimam em não passar disso mesmo ou a não ganhar tracção.

O problema, claro está, é que este é um bolo muito apetecível e todos querem uma fatia. Das empresas de pagamentos, aos bancos, aos operadores de telecomunicações e às próprias empresas tecnológicas, todos crêem ter a melhor solução. Alguns optam por ir sozinhos à luta, outros vão-se entendendo entre si, outros jogam em vários campos ao mesmo tempo.

Repare que, mobile payment abarca mobile shopping, transferências P2P, aquisição de cupões de desconto, de bilhetes para espectáculo …o rol continua.

O modelo de negócio é outra questão de difícil resolução e mesmo a tecnologia utilizada, por haver vários caminhos passíveis de serem trilhados, é outra. Na última no entanto parece que o NFC (Near Field Communication – uma variante do RFID) será a tecnologia acolhida pelos grandes players. Pelo menos quando falamos em pagamento ao retalho/lojas físicas. A Google na sua Google Wallet, a ISIS – projecto de três operadores nos USA –, a Visa com a visão de Digital Wallet e até a própria Paypal (eBay) – que já actualizou a sua aplicação Android – estão a contar com a massificação do NFC.

Haverão outras soluções é claro. Nomeadamente para aquisição de serviços e produtos onde existe já a integração de uma conta de utilizador com um método de pagamento: o Paypal e a Apple (através da sua conta no iTunes) são duas empresas com milhões de utilizadores prontos utilizarem este modelo. Como de resto já o é também o seu operador de telecomunicações. Se já compra jogos e música, porque não outros bens ou serviços?

Em Portugal, já experimentou, por exemplo, a aplicação m.Ticket da Vodafone para a compra de bilhetes de cinema? É uma primeira aproximação.

Outro exemplo português é o Mobipag, um projecto dinamizado pelo CEDT com a participação de empresas e instituições com interesse na área e que visa a criação de um sistema nacional de pagamentos.

Mas aqui como no resto do mundo a solução para o sucesso para pela interoperabilidade e por aquelas que considero serem as premissas base para o sucesso da transição do cartão plástico para o seu smartphone: mais fácil, mais rápido, mais seguro e mais barato.

P.S. O tema não se esgotaria aqui. Sistemas como o de pagamentos por SMS ainda vão fazer rodar muito dinheiro.

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