Que esperar de 2014

Ponto prévio: quem se arma em Zandinga tem por certo apenas o erro.

Feita a ressalva, nesta coluna só falo de um novo resgate se houver uma aplicação envolvida. E pode haver. Das tendências que mais se adivinham no próximo ano são a proliferação dos chamados wearables. i.e., dispositivos que vestimos e que, mais ou menos inteligentes recolhem informação sobre a nossa atividade física, sobre o nosso corpo e a saúde deste ou mesmo nas interações com objetos ou na virtualização destes. Falo da utilização cada vez maior de dispositivos de acompanhamento da prática desportiva, do smart?watch da Samsung ou do Google Glass e similares. O salto posterior é ainda maior e mais importante. A adopção destes dispositivos para monitorização e prevenção de doenças, nomeadamente as crónicas e em situações de emergência médica. Lá está o resgate. A todos dispositivos não se esqueça de fazer o download da correspondente aplicação para o seu smartphone.

Acredite que será também em 2014 que os objetos se vão tornar (mais) inteligentes. A Internet of Things está também a chegar. Não será em 2020, será agora. Google a recentemente criada AllSeen Alliance e verá como terá o seu televisor a falar com a sua camera de vigilância na porta de entrada ou como esta porta de entrada irá falar com o seu sistema de aquecimento.

Neste ano que agora termina por diversas vezes falei dos pagamentos/dinheiro mobile…que vinha aí, estava a chegar, etc. Ora agora é que é! Em 2014 espere não ouvir falar de outra coisa senão de dinheiro virtual. Do crescente interesse na divisa? Bitcoin, na adoção desta moeda virtual pelas mais diversas empresas como meio de pagamento, do medo que prega às instituições financeiras que não se sentem preparadas em algo que não controlam e, inevitavelmente, no surgimento de concorrentes.

Já reparou que já não falo em adoção ou penetração de smartphones no nosso mercado. É verdade que o mundo, e nomeadamente a China, a Índia e África (coisa pouca) ainda estão no processo de adoção. Mas é também nestes continentes que os pagamentos mobile mais sucesso tem tido. Como? P2P e SMS. Simples, não? Já em Portugal é um facto. A geração acima da sua – às vezes duas – já tem um smartphone. E o engraçado é que alguns deles até poderão ter um Windows Phone. Quem diria? Há uns meses atrás era alvo de quase risota. Hoje, em alguns países europeus tem uma quota de mercado que se acerca do iPhone. O que é certo? Não há espaço para mais ninguém. É com estes três SO’s que vamos controlar, monitorizar a nossa vida e os nossos objetos nos tempos vindouros.

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