Ai, ai a AI

A correlação entre a(s) tecnologia(s) é tão grande que muita vezes a única coisa que separa é a forma com esta se materializa num objeto e naturalmente no uso que deste fazemos. Falar hoje em dia de uma aplicação ou de um smartphones ou tablet esquecendo a tecnologia que os eleva a objetos omnipresentes é por vezes redutor. As últimas semanas tem sido férteis em notícias no campo da AI (vou utilizar o inglesismo para não correr o risco de pensar em imposto automóvel). Termos como machine learning, redes neurais, deep learning e reinforcement learning tem sido frequentes nas notícias desde que a AlphaGo, uma máquina construída pelos laboratórios de AI da Google em Londres se predispôs a defrontar um dos mestres do GO, um jogo ancestral de estratégia chinês, jogado por dois oponentes que, sendo muitas vezes comparado ao Xadrez é exponencialmente mais complexo.

O jogo é de tal forma popular nos países asiáticos que, de acordo com a Google, mais de 60 milhões de pessoas assistiram ao jogo pelo Youtube.

O que é relevante realçar é a importância de técnicas como o deep learning ou reinforcement learning através de redes neurais (hardware e software que tentam replicar os neurónios do cérebro humano). Se o deep learning faz uso das doses maciças de dados que estão hoje disponíveis para serem analisadas por estes super-sistemas, o deep learning dá um passo à frente e coloca a máquina a ensinar-se a si própria. No caso do GO, a AlphaGo além de analisar os milhares de milhões de jogadas que os jogadores humanos fizeram, colocou-se a jogar contra si própria…e a evoluir a cada minuto.

Pegue agora no seu smartphone. As/os assistentes virtuais Google Now, Siri ou Cortana são sistemas que fazem uso de AI. A Paypal que processa 1,1 petabytes de dados de 169 milhões de contas de clientes. Acha que é feito à mão? O seu banco às vezes declina-lhe pagamentos porque está a comprar a uma hora ou num local que não é o habitual…são duendes por detrás do TPA’s? Nop. E também não são humanos.

O tema é fascinante e levou-me e pensar fora da app, já ninguém hoje a caixa. Mas abordemos aqui algumas novidades aplicacionais que, curiosamente, vão parar a esta apaixonante temática.

A Mastercard anunciou oficialmente que irá usar “selfies” como forma de validação de pagamentos no seu smartphone. Como são analisadas estas fotos? Adivinhou, certo?

A Google vai muito em breve colocar na sua aplicação de mapas a possibilidade de chamar um Uber. Mais turistas a arriscarem levarem porrada no aeroporto.

E por fim mais um caso de sucesso de um jogo chinês. Neste caso mobile. Chama-se Legend of Mir, é baseado num jogo de PC que tem 15 anos e está a fazer mais de 1 milhão de dólares por mês. No seu melhor dia fez 7 milhões. Numa plataforma de distribuição/venda de jogos mobile de nome Tencent. O que é tema de artigo por si só.

Como nota final saiba que o AlphaGo ganhou 4 dos 5 cinco jogos de Go com um dos melhores jogadores mundiais. Não tarda nada tem a Scarlett Johansson no telefone.

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